10 de maio de 2016

Memórias de Uma Máquina de Lavar

O coletivo de quadrinhos Mucufo já definiu as publicações para o segundo semestre de 2016. A partir de junho serão lançadas quatro publicações. Dois relançamentos e dois materiais inéditos. # Dias sem Ela vai ganhar uma segunda edição e o Homem-Quadrado terá boa parte de suas tirinhas lançadas em 2014 reunidas em uma compilação.
Em uma edição de capa cartonada e com formato americano, "Memórias de Uma Máquina de Lavar" promete ser um dos grandes lançamentos do coletivo para esse semestre. A história já ganhou um teaser bacana do artista plástico Gabriel Melo (esse que você está vendo aí), o lançamento está previsto para agosto e a arte e o roteiro estão a cargo, a princípio, de Cássio Peixoto. Criador do Homem-Quadrado e responsável por "#Dias Sem Ela" e "Estado Permanente de Tristeza Profunda", esta última lançada na Feira Internacional de Quadrinhos de Belo Horizonte.
Misantropia - A história de um jovem que aluga um apartamento e não consegue se adaptar a nova vida é a base para reflexões sobre o cotidiano, solidão e até onde a misantropia pode afetar a sua sanidade. Tudo isso sob a ótica da única coisa que acampanha nosso herói: Uma velha máquina de lavar.
O lançamento de "Memórias de Uma Máquina de Lavar" está previsto para agosto, e os trabalhos de produção já começaram.

A Vingança do Homem-Quadrado em um Mundo Redondo

O Homem-Quadrado nasceu para as tirinhas do jornal O Diário em 2014. O personagem rodou todo o Norte Fluminense além da Região dos Lagos e a chamada Costa Verde. Tudo por conta das tirinhas publicadas durante um ano quase diariamente.
As publicações pararam ainda em 2014. Algumas tiras ainda inéditas e as melhores tiras já publicadas no jornal serão republicadas em uma coletânea no próximo semestre. Essa compilação, uma edição caprichada e de luxo, vai viajar conosco pelo Brasil em mais uma publicação do coletivo de quadrinhos Mucufo.
"A Vingança do Homem-Quadrado em um Mundo Redondo” chega no segundo semestree  também deve conter extras e a história do personagem.
Agora ajude a organizar a bagunça do mucufo: dá um joinha, comenta aí pra dar um Up e compartilha.

Tem mais Dias Sem Ela chegando

Caríssimos!
O livrinho # Dias Sem Ela, de 2015, vai ganhar uma segunda edição. Graças a parceria com uma escola particular de Campos, que vai adotar o livro para duas turmas. Pois é, foi exatamente o que você leu: a escola vai adotar a publicação para duas turmas. Até o início do próximo semestre mais uma leva do #Dias Sem Ela estará na praça. A primeira edição está esgotada. Com isso vamos levar o livrinho para todas as feiras literárias e de quadrinhos a partir de julho!
Estamos tentando a participação na Gibicon de Curitiba e como não poderia deixar de ser, também estamos tentando a participação na CCXP, em dezembro.
# Dias Sem Ela foi lançado em 2015 no Festival Doces Palavras, em Campos dos Goytacazes. Foi a primeira publicação da Mucufo como coletivo de quadrinhos. Nasceu de forma independete e teve a sua primeira eição esgotada.
A segunda edição terá alguns extras e novidades.
Então amiguinhos, vamos ajudar a manter a bagunça do mucufo organizada. Já sabem né? Joinha, up e compartilhamento! A família agradece!

6 de agosto de 2015

O amor (felicidade) passa e você não vê

Preocupada que você estava com os problemas que ainda não surgiram, não viu seu amor passar. Moça, eu lamento muito. Mas, você não viu de novo. Seu amor passou, segurou sua mão por um tempo, e tão rápido, e você deixou que ele fosse embora.
Percebeu que você já fez isso várias vezes? Enquanto lamenta seu azar, sua falta de sorte, enquanto se orgulha por não “precisar” de alguém para ser feliz, deixa seu amor ir embora sem perguntar a ele se ele quer ficar.
Moça, a felicidade com alguém é como um trem, que passa com pelo menos um vagão aberto. Salte pra dentro dele e faça essa viagem. Faça isso por você. Faça isso por quem te ama. Você certamente terá a chance de parar em alguma estação se você quiser, mas não deixe de embarcar. Não deixe de tentar.
Mas tente de verdade. Dê uma chance para você, e para o seu amor, ou o seu futuro amor, ou o seu novo-futuro amor. Mas dê uma chance para a que a vida lhe mostre que você não está tão certa, e nem tão errada.
Moça, a gente sabe que você é linda, forte, segura, e que sobreviverá sem um amor, sem um amante, sem um namorado, marido... a gente sabe, porque a gente te conhece. Mas a gente sabe que você precisa de alguém que te transborde, então pare de descartar as possibilidades. Um dia elas podem não surgir mais, e isso é sério.
Sabe porque moça? Porque a gente morre um pouquinho a cada dia. Porque a gente morre um pouquinho por dentro todos os dias. E um dia moça, às vezes sem pedir licença, a gente morre mesmo sabe, more de verdade. É meio difícil dizer isso, mas um dia a gente vai, e não vai poder nem lamentar o fato de não ter tentado.

Seu trem está voltando. Ele fica dando voltas na sua estação. Fica indo e vindo com pelo menos um vagão aberto. Por favor, quando ele passar novamente, se lembre do que pode ser bom, do que foi bom e salte! Entre. Faça essa viagem, por favor. Antes que esse trem resolva não voltar mais para a sua estação. Ou antes que trem algum resolva passar por essa estação novamente. Porque a gente te conhece. Te ama, mas te conhece.

1 de agosto de 2015

Sobre a lua cheia que a gente não viu

Eu me lembro que em um passado não muito distante nós sonhamos com a lua cheia. Me lembro que fizemos promessas, que discutimos possibilidades e que falamos de como a lua cheia era bonita e principalmente de como ela influenciava a nossa vida.
Tenho que confessar: sempre achei a lua bonita, mas nunca imaginei que ela influenciasse de verdade a vida de ninguém, muito menos a minha. Eu estudei alguma coisa sobre a influência da lua nas marés e de como ela poderia influenciar as mulheres. Eu sei que ela é cúmplice dos casais apaixonados, e sei da importância dela para os poetas. Mas a quem eu quero enganar aqui... a lua me lembra você. Eu só consigo me lembrar de como eu esperava por essa bendita/maldita lua. Essa lua me lembra as promessas não cumpridas, os momentos não vividos e tudo aquilo que a lua ia testemunhar e ficou pra depois.
Confesso: esperei pela lua de hoje como uma criança espera pelo Natal. Você prometeu que essa noite seria especial, e que valeria toda a eternidade. Porque a lua, essa que está aí na sua janela, te deixa maior, mais bonita, mais sexy, mais sorridente, enfim, melhor em tudo. Por isso eu esperei , esperei e esperei. Olhava a janela todos os dias e a lua nunca estava perfeita.
Mas eis que hoje a lua está perfeita. Todos os amantes, casais, crianças, poetas, astrônomos, fotógrafos, todos, absolutamente todos estão fazendo questão de me lembrar de que a lua está linda, e que hoje é o grande dia. E aí eu caio na asneira de achar que a lua é um ser sapiente, que faz isso de propósito, e que também estava te esperando e que quando ela nasceu hoje à noite, ela não nos encontrou no mesmo lugar. "Ei chegou a hora! Estou aqui iluminando a sua amada, cadê você?”.  Pois é, eu não estou aí. Não vou chegar hoje, e vai ficar para uma outra vez. Acho que perdi a passada, minha amada não está mais do meu lado, mas ela está por ai, e eu peço que a ilumine do mesmo jeito, mesmo que eu não possa ver. Porque ela fica ainda mais linda quando está feliz.
Olha, eu não vou do lado de fora olhar a lua. Não quero saber se você se lembra das promessas que fez. Ou sequer se lembra de que teria a lua como testemunha... ou se nada disso importa mais. Foi mal lua, mas eu não estou para poesias hoje. Desculpe se te decepcionei também, mas não vai rolar.
Olha, me entenda: toda essa majestade no céu me lembra para sempre do beijo que não aconteceu, as palavras que não foram ditas, o carinho que não se fez e de tudo o que não aconteceu. Ficou tudo no meio do caminho.
Prefiro acreditar que a lua tirou um tempinho para me consolar e dizer que assim como eu está esperando por você, que a lua com toda a sua majestade, está te observando também, e que espera que a gente esteja junto um dia. Prefiro acreditar que a lua vai voltar tão linda e majestosa como está hoje. Não sei quando, mas vou me preparar para uma próxima lua azul. Vou acreditar que a lua é minha parceira nessa empreitada, e que ela vai tentar me ajudar, que eu preciso seguir acreditando e de vez em quando dar uma olhadinha para o céu. Que de repente, na próxima lua cheia, você vai estar aqui por perto e vamos poder realizar todas as promessas não cumpridas e seguir com tudo o que ficou. 
Foi mal lua, mas hoje eu não estou bom para rimas, e não tenho o menor traquejo para a poesia. Desculpe se eu não vou reverenciar a sua beleza ou sua majestade. Desculpa se eu te ignorar mesmo que você tente chamar minha atenção no céu. O momento não é muito bom sabe. Acho que você me entende não é? Foi mal ae... para as duas, você e a lua.

19 de julho de 2015

Carta para ela que procura a felicidade com alguém e não encontra

Oi, tudo bem? Eu sei que a gente não está se falando direito e que não temos mais o mesmo tempo para conversar, mas eu passei aqui para te deixar um pedido, um recado, ou seja lá como você encarar isso. Por favor, eu sei que você não me ouve, sei que você não costuma ouvir muita gente, e que sempre toma as rédeas do seu destino de forma firme e segura. Mas eu vim lhe fazer um pedido, me atrevo a lhe fazer um pedido, e acho que isso pode ser bom pra você, e se eu tiver sorte, pode ser bom pra mim também.
Por favor, pare de achar que a sua felicidade está muito distante, ou que é uma meta a ser alcançada. Pare de achar que existe um caminho a ser trilhado ou que há uma barreira a ser vencida. Será que você não vê que todos esses muros e barreiras que você coloca te afastam de tudo que há de bom? Será que ainda não percebeu que essas barreiras não fazem de você alguém mais forte, só te tornam alguém mais infeliz?
Essa sua cara amarrada (embora seja linda), esse jeito de quem pode dominar o mundo, não vai te fazer melhor, mais forte, mais bonita ou mais interessante. Isso tudo você já é, sem precisar fazer força, entende? Tornar o mundo um lugar difícil pra você mesma não é saudável, isso não vai resolver os seus problemas.
A felicidade que você almeja está aí do seu lado, pertinho, bem pertinho de você. Você deixou essa felicidade escapar um monte de vezes. Todo mundo tentou te avisar, mas ai ela escapou de novo. Por favor, me diga: será que ninguém foi persistente o bastante para te mostrar isso? Ninguém ficou ali à espreita, esperando o momento certo de te ajudar a ser feliz? Mas onde diabos você arruma esses pretendentes?
Por favor, entenda: não há nenhum caminho a percorrer, não há um caminho pouco trilhado, você está nessa estrada faz tempo, seus dias estão correndo, seu tempo está passando e nem todos os amores são iguais, mas você os está deixando partir, e dividir a felicidade deles com outras pessoas. Enquanto você lamenta pela sua sorte e se sente resignada por acreditar que seu dia “ainda vai chegar”!
Por favor, eu estou aqui para te dizer que seu dia chegou. Ele já passou por você diversas vezes e se você desperdiçar mais essa chance, vai perder outra oportunidade de ser feliz, de ver que as coisas podem ser melhores do que são. Eu não sei o que fizeram com você enquanto eu estava fora, enquanto eu ainda nem existia, mas te asseguro que eles não vão voltar. Essa dor não vai voltar. Eu te asseguro que há esperança. Confie em mim.

Eu só vim aqui te deixar esse recado. Sabe, eu estava passando pela sua vida, mas depois de te conhecer resolvi ficar nela. Então eu queria que você guardasse essa informação tá? Guarde essa carta na sua caixa de menina adolescente, que guarda todas as coisas legais que passaram por sua vida. Eu tenho aqui um monte de coisas para dividir com você e se você tiver um tempo pra mim, posso te mostrar coisas bem legais, coisa que me fazem feliz e que podem te fazer também. Quem sabe isso não te fará alcançar o que tanto deseja? Eu prometo me esmerar para ficar com você nessa empreitada. Prometo tentar te acompanhar nesse caminho, mas por favor, pare de achar que a sua felicidade está em Marte porque ela não está tão longe assim. Confie em mim.

16 de julho de 2015

Eu invejo os sorrisos no Facebook

Sabe os casais felizes do Facebook? Já viu aquelas declarações de amor no Instagram? As indiretas românticas no Twitter? Pois é, eu os invejo. A cada sorriso, a cada verso, a cada frase de efeito, eu os invejo mais. O pessoal que posta fotos com sorrisos, flores na cabeça, chocolates, presentes, mimos, felicidade... pois bem, eu os invejo com todas as minhas forças.
Não que eu deseje que toda essa felicidade se esvaneça, muito pelo contrário, desejo que ela perdure, cresça, apareça e me corroa ainda mais de inveja. Porque não desejo mal, só desejo o que eles têm, o que conseguiram sabe Deus como, seguindo sabe-se lá qual fórmula. Não quero lhes tomar a felicidade, apenas que me digam como eu posso ter uma igual.
Não se sabe como e nem porque as paixões, agudas ou não, acontecem. E nem porque determinadas pessoas passam pelas nossas vidas. Parece ser uma lógica perversa, ou um paradoxo inacreditável que você se apaixone por alguém apenas para provar para você mesmo que Romeu e Julieta estavam certos e era melhor morrer do que se apaixonar.
Parece ser doentio que a paixão, ou o amor, sejam um curto caminho para a dor e o sofrimento. Não! Não meus amigos! Não pode ser assim! Mas por muitas vezes é. E não se trata de uma escolha errada, mas sim de como você trabalhou depois que fez essas escolhas. Descobrir o que faltou, o que sobrou, pode ser a chave dessa tal felicidade. Porque diabos então você se apaixonaria? Porque se deixaria levar?
Mas eis que meus amigos inundam o coração de esperança, ou de inveja. Todos os dias você vê o amor brotar pelas vidas, pelas ruas, becos, páginas e perfis na internet. Então, para cada coração despedaçado você tem mais dez corações apaixonados que esfregam no seu nariz o quanto são felizes, e por conseguinte, lembram o quão azarado você é. Mas se eles podem, é claro, você também pode! Não se torture. Essa fórmula mágica, no entanto, ninguém conta. Deve ser um segredo tão bem guardado quanto a fórmula da Coca Cola.
Mas há que se manter a esperança, e principalmente, lutar pelo que se quer. Estou convencido de que essa tal felicidade e essa vida a dois, quase perfeita, existe. Eu não insisto, mas persisto nessa busca. Não há garantias, não há lógica, mas há esperança. Minto descaradamente quando digo que quero que tudo se dane. Mentira. Não quero que tudo se dane. A verdade é que eu queria estar ali. Ser mais um ator nesse processo. Só não conheço o caminho, nem sei como pegar a mão da minha amada e levar até lá.
Todo mundo quer a sorte de um amor tranquilo, e nem estou aí se vai ter sabor de fruta mordida. Qualquer sabor que me faça sorrir sem abrir os olhos está valendo. Mas existe um medo que paira como uma nuvem, que por vezes provoca uma tempestade que me leva a fazer tudo errado. Uma sucessão de erros que me afasta dessa felicidade. Não são as escolhas que nos fazem errar. Porque se houver 1% de amor, as coisas funcionam, já que na maioria dos relacionamentos, essa equação equivale a 00,1% e mesmo assim há sobrevida e fotos felizes.
Persisto, mantenho a fé, sigo evitando gente feliz para não invejar ainda mais seus sorrisos. Escolho, no entanto, a minha amada imortal e por ela dobro os sinos da Catedral. Porque há muito amor espalhado por aí, é só pegar o seu quinhão e levar pra ela. Não desistir de quem se ama, de quem se gosta, e não tratar isso como uma loteria, é o primeiro passo para provar para você mesmo que a persistência pode te levar ao sucesso. Não é um jogo, não é uma conta exata, você só precisa atingir os nervos certos. O amor não é só uma reação química, mas se preferir entender dessa forma, misture os ingredientes certos e sua amada estará ao seu lado sorrindo nas postagens em pouco tempo. Mantenha a fé (repita essa frase para você mesmo no espelho se ela lhe parecer muito absurda dita de outra forma), uma vez apaixonado, não desista, e nem deixe que desistam por você.

Apenas acredite. Você não faz/fez nada errado, só precisa provar para você, para ela (se você já souber quem é ela) e para todo mundo que os ingredientes certos podem te levar para onde jamais esteve, ou para onde nunca deveria ter saído, se é que você já esteve lá.

16 de maio de 2014

Cássio Peixoto na AIC dentro da Bienal de Campos

No próximo sábado (dia 17) às 17h (amanhã), eu vou estar no estande da Associação de Imprensa Campista (AIC), dentro da Bienal de Campos falando sobre meus projetos autorais. Vou participar do “Bate Papo, Café e Cachaça” e levar pra lá os meus projetos de quadrinhos e as tirinhas do Homem-Quadrado, esse sucesso absurdo de público e crítica e amado por 10 entre 10 brasileiros! Por lá eu vou explicar quase tudo sobre a nova edição de “Estado Permanente de Tristeza Profunda”; as tiras do Homem-Quadrado; adaptações da literatura campista para os quadrinhos; e todos os outros projetos que estão por vir ainda em 2014. Além dos quadrinhos para O Diário.
Sobre “Estado Permanente de Tristeza Profunda”: já expliquei isso mil vezes, mas não custa relembrar. A revista de 36 páginas lançada em Belo Horizonte em 2013, no Festival Internacional de Quadrinhos, é uma prévia da revista que será lançada em setembro. A nova edição terá mais páginas (90 + ou -), nova colorização, textos e cenas que foram suprimidas da edição anterior e a arte final de Glauco Torres. Tudo isso porque em 2013 eu sofri alguns acidentes de percurso e faltou grana e tempo para colocar a revista como eu gostaria.
Como eu ainda tenho muitos exemplares dessa primeira edição em casa, vou vender por R$ 2,50 no stand da Associação de Imprensa Campista durante toda a Bienal de Campos e toda a Semana da Imprensa também. Depois disso percorrerei as praças e jardins vendendo os exemplares para comprar caneta nanquim 0,7 e lápis HB. A venda dessas revistas vai ajudar a financiar a confecção dessa nova edição que eu estou desenhando e colorindo novamente, quadro por quadro. Além disso ela terá capa cartonada, o triplo de páginas e acabamento padrão FIFA (já disse isso antes não é?).

            Pois então é isso criaturas abomináveis, espero todo mundo por lá no stand da AIC neste sábado (amanhã dia 17), às 17h para um "bate papo com café e cachaça". Conto com a presença de você e com a dos seus amigos. Compartilhem essa bagaça e levem dois reais e cinquenta centavos no bolso para garantir uma edição. Lembre-se, no futuro ela pode valer o dobro já que vai virar edição de colecionador!

11 de janeiro de 2014

O Homem-Quadrado em um mundo perfeito

Pois bem amiguinhos e criaturas abomináveis, tirei a poeira do blog para colocar mais um projeto no ar. Dei o start nesse projeto no final de 2013 e consegui colocar ele no ar agora.
Então vamos lá. Já tentei fazer tirinhas diversas vezes, mas nunca encontrava um estilo para escrever e um desenho que ficasse realmente legal. Tentei fazer muitos estilos diferentes e nenhum ficou bom. Para ser bem sincero, todos ficaram uma bosta. Então no início de 2013 descobri alguns artistas fantásticos, e outros que estavam na minha frente o tempo todo e eu não me dava conta disso.
Antes de começar a falar especificamente das novas tirinhas (sim, é um projeto de tirinhas), é bom falar que já publiquei algumas em 2001 no jornal O Diário. Escrevi tirinhas entre 2001 e 2003 sobre um personagem que se chamava O Herói, mas o acabamento e a produção dessas tirinhas eram sofríveis, e embora tenham feito sucesso na época, não poderia repetir o personagem ou escrever/desenhar da mesma forma. Tentei alguns anos depois escrever tirinhas de humor, e foi um fiasco. Depois tentei tirinhas de contestação, e outras surreais, seguindo a linha da MAD, por exemplo. Também ficaram muito ruins.
Comecei a pensar em um estilo que eu não saberia se daria certo, e comecei a pesquisar. Foi então que eu conheci o Liniers, o cartunista argentino que tem um trabalho fodástico! Me identifiquei de cara com ele e comecei a ler Macanudo religiosamente. Logo depois descobri artistas como o Vi-Venes, do Brasil, e um coletivo de quadrinhos que encontrei no Facebook chamado The Flying Cow Fever, entre outros. E é claro, esbarrei na minha estante com o Calvin e Harold. Foi o que bastou para eu entender que as tirinhas que eu tinha em mente poderiam dar certo. Com dedicação e zelo, poderiam funcionar. Faltava então o bendito personagem.
Então, em um belo dia tive um estalo (foi na hora do banho ou enquanto eu lavava roupa, foi em uma dessas duas ocasiões, aliás sempre acontece em uma dessas duas ocasiões) e me lembrei de um personagem da minha infância, que na verdade foi criado pelo meu irmão ainda bem pequeno. Resolvi reformular e dar vida a esse personagem novamente. Nasceu (ou renasceu) então o Homem-Quadrado.
O Quadrado (esse foi o nome que meu irmão deu pra ele aos nove anos) é o personagem que eu precisava para falar de coisas como: a aceitação do diferente, preconceito, amor, ódio, intolerância, filosofia e etc. Na verdade, ele é o instrumento perfeito para poder falar de algumas coisas de forma lúdica e com bom humor.
Espero sinceramente que gostem das tirinhas, e se tudo der certo, se elas realmente forem bem aceitas, farei uma página no Facebook para postá-las diariamente. Quem quiser também poderá encontrar o Homem-Quadrado diariamente nas páginas do jornal O Diário, em Campos dos Goytacazes, apenas na versão impressa. No meu perfil no Facebook vou postar diariamente, e pensarei na possibilidade de uma página, com o tempo. Também colocarei diariamente no blog e no tumblr. (Na verdade acho que no tumblr é mais garantido).
Então, espero que curtam esse trabalho. Estou debruçado sobre ele desde novembro de 2013 e acho que finalmente está razoável. E para quem costuma apoiar minhas empreitadas, agradeço se apoiar mais essa.
Lembrando que a versão definitiva de Estado Permanente de Tristeza Profunda já está em produção e em alguns dias vai para o Catarse para tentar o financiamento coletivo, contarei com o joinha de todo mundo novamente.